Assim após o grupo reunido hoje composto por mim, o Tó, Cabral, Sérgio, Luis Filipe e Xana começámos a aventura com os primeiros km mais rolantes para aquecer o físico até ao habitual café mas hoje num local diferente do habitual.
Havia que despachar pois a volta era dura e o pessoal tinha que estar cedo em casa para o almoço. Mais uns kms a rolar até à Herdade e ai é que começou a dureza.
Já tinhamos feito este trilho no passeio comemorativo do aniversário da Selinda BTT, mas como nesse dia não se via nada de jeito devido ao nevoeiro, tinha-me ficado no goto e já à algum tempo que queria repetir mas num dia de sol.
A súbida é longa e nalguns sítios a inclinação é tanta que à nossa frente só temos o azul do céu como cenário, é sofrer a bem sofrer até ao cimo mas depois o esforço é recompensado pela vista. Não quero mentir mas acho que naquela serra é possível ver quase a totalidade do conselho da Sertã, depois a norte tinhamos a serra da Lousã, sul a Sertã lá no fundo, mais ou menos a nescente a serra da Estrela coberta de neve e finalmente a poente a serra de São Macário o último doce para mim e para o Luis Filipe.
Depois de alguns minutos de repouso iniciou-se a descida alucinante até Pedrógão Pequeno onde parámos para a 1ª mine.
Como vinhamos numa de descer, decidímos descer até à Ponte Filipina com a intenção de seguir para o Moinho das Freiras mas...
quando chegámos todos lá baixo excepto o Cabral que ficou em Pedrógão à nossa espera o Tó falou e disse."agora era capaz de subir por aqui, nunca o fiz..."
Foi o que o Luis Filipe e eu queriamos houvir e começámos logo a meter veneno "só se for agora...".
A descida é brutal embora perigosa ainda por cima a calçada estava molhada e lá começámos a subida. Dura, dura, dura de roer! piso irregolar, inclinação de sobra, piso molhado, resumindo são os apróx. 2 km mais durinhos que se podem encontrar por estas bandas.
Chegáda novamente a Pedrógão nova mine que a subida tinha limpado a 1ª logo nos primeiros metros.
Depois foi rolar por asfalto até minha casa onde nos esperava um belo vinho do porto e uma fatia de bolo. Como hoje era daqueles dias que parecia que não nos cansávamos o Luis Filipe desafiou a malta para ainda ir subir a serra de São Macário, mas só eu tive coragem de o acompanhar. o Xana já nos tinha deixado lá atrás e foi em direcção à Sertã, o Cabral igual mas em diracção ao Outeiro eu e Luis Filipe demos boleia ao Sérgio e ao Tó até Cernache onde os deixámos e seguimos viagem.
Após o último esforço vencido o último cume era hora de fazer uns alongamentos pois agora as pernas já davam sinal de cansaço. Finalmente foi o regresso a casa com o Luis a bom ritmo e demos por terminada a volta eram 13 horas com 57 km de arrasar.
ficam as fotos...




















